Dia 27 de agosto é a data escolhida para a comemoração do dia do psicólogo no Brasil.  A jovem profissão tem pouco mais de 50 anos no nosso país. Logo, ainda se encontra em um momento de construção teórica e prática para embasar as novas atuações profissionais. De uma maneira geral, costumo dizer que nós, psicólogos, trabalhamos desenvolvendo pessoas.

Sabe aquele momento em que a vida parece não andar? A criança "problema" para a Escola, ou ainda aquela tristeza profunda e prolongada de um conhecido? E aquela dieta que parece nunca dar certo? Nessas e em outras tantas situações nós buscamos ajudar ao indivíduo e até instituições a refletir sobre o porquê de tais eventos estarem acontecendo. A partir daí, o tratamento e intervenções são traçadas. A atuação psi é muito ampla, pois ela pode ser adaptada a uma série de contextos onde existem pessoas. Afinal, esse é o nosso maior objeto de estudo: o ser humano.

A cada dia me apaixono mais pela minha profissão e pelas pessoas que ela me apresenta. Seja no consultório, nos workshops ou nas palestras eu sempre aprendo um pouquinho mais. Nos discursos, nas histórias de vida tão complexas, nas infinitas expressões faciais me encanto e me aproximo devagarzinho de um vasto caminho que é a existência humana com toda a sua complexidade. Essas vidas tem muito matéria poética, mas ao sair desse lirismo, me deparo com a ciência psi e suas tentativas de emergir nesse campo.

Eu estou cada vez mais " Entre Psicologias" , num processo de construção e desconstrução, de crises e crescimento. Estou feliz, mas ainda há muito a se conquistar, eu e meus colegas seremos responsáveis pelo continuidade dessa história. Caminhemos, então.

Enfim, feliz dia para nós psicólogos e todo mundo que tem ou já teve alguém para chamar de "meu psicólogo"!



Você já ouviu falar que pensamentos positivos atraem coisas boas? As neurociências tem concordado com isso. Estudos tem apontado que o nosso cérebro tem características plásticas, ou seja, pode se remodelar. Há alguns anos, a ideia que vigorava era justamente oposta, pois acreditava-se muito mais no aspecto deteriorante do cérebro ao longo do tempo. Filogeneticamente, o ser humano tem mais tendência ao negativismo, uma vez que nossos ancestrais mais pessimistas acabaram sobrevivendo e foram disseminando "os genes do pensamento negativo". Nos dias de hoje, esse negativismo atrapalha muito mais do que ajuda, já que nossos desafios vão além de sobreviver a ataques de animais e catástrofes na natureza como acontecia com nossos ancestrais. Assim, acredita-se que ao pensar positivo as pessoa ficam mais propensas a agir de maneira mais ativa e conseguir alcançar os seus objetivos. Saindo da visão clichê sobre positividade, é cada vez mais recomendado que as pessoas treinem suas mentes para uma mudança de víes cognitivo, ou seja, que saiam da tendência negativa e se voltem para uma postura mais positiva. Alguns estudos acreditam inclusive que essas mudanças no modo de pensar podem trazer mudanças neuroquímicas e comportamentais positivas, gerando mais saúde física e mental para o indivíduo. 







Um aplicativo chamado "Cogni" está ajudando a pacientes e a terapeutas identificarem de maneira prática os padrões de pensamentos. O aplicativo tem um formato semelhante ao da técnica RPD (registro de pensamentos disfuncionais), uma vez que apresenta os espaços para registros de situações - descreve-se a situação - emoções - como a pessoa se sentiu naquele momento - pensamentos - o que pensou/ passou pela cabeça e as ações - ou seja, comportamentos e atitudes diante de tudo isso. Os registros ficam guardados e depois é possível observar se há padrões de pensamentos. Ao identificar esses padrões, é possível tentar mudá-los, no caso de pensamentos predominantemente disfuncionais. O aplicativo pode ser obtido na play store de aparelhos eletrônicos com os sistemas iOS e Android. A vantagem trazido pelo aplicativo é que como ele pode ser acessado no celular, facilita os registros a qualquer hora e qualquer lugar.  




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Para o autor Dalgalarrondo (2010), as síndromes depressivas tem como principais elementos o humor deprimido, perda do interesse ou prazer em coisas que antes traziam satisfação. Além disso, há uma série de sintomas, que podem ser afetivos, cognitivos e ideativos. Também podem estar presentes em formas graves de depressão, delírios, alucinações e marcante alteração psicomotora, como na lentificação e estupor.

  • Causas

Pode haver fatores biológicos, genéticos e neuroquímicos envolvidos. Do ponto de vista psicológico, está muito relacionado às perdas, por exemplo, de emprego, viagem, status ou ainda por lutos.  O estresse, o assédio moral, jornadas de trabalho muito excessivas, cobrança pessoais exageradas e frustrações também podem estar relacionadas com o desenvolvimento de processos depressivos.



  • Principais sintomas 

- Afetivos (tristeza, choro fácil, apatia, tédio, aumento da irritabilidade, deseperança, ansiedade, angústia);

- Alterações neurovegetativas (anedonia, fadiga, insônia ou hipersomnia, perda ou aumento do apetite, diminuição do apetite sexual- libido);

- Alterações ideativas (pessimismo, culpa, visão de mundo marcada pelo tédio, ideias de morte, ideação suicida);

- Alterações cognitivas (déficit de atenção,  baixa capacidade de concentração);

- Volição e psicomotricidade (diminuição da fala, tendência a permanecer na cama todo o dia, recusa a alimentação ou à interação pessoal).


  • Tratamento

- O ideal é procurar um profissional da saúde mental, um psicólogo e um psiquiatra. A depender do grau da depressão, ela pode ser tratada apenas com a psicoterapia, casos de depressão mais graves precisam do auxílio do psiquiatra que irá medicar o paciente e encaminhar para o tratamento paralelo, psicoterapia;

 - É recomendável adotar hábitos mais saudáveis, como adotar uma alimentação balanceada;

-  Recomenda-se também a prática de exercício físico, ioga  ou meditação.

    



A Educação tradicional no Brasil e no mundo historicamente priorizou os aspectos cognitivos, ou seja, os conhecimentos programáticos dos currículos escolares, como português, matemática, geografia, história entre outras disciplinas. Em virtude disso, os aspectos sociais e emocionais foram negligenciados por muito tempo (Abed, 2014).


Nos últimos anos, o mundo passou por muitas transformações com a Globalização. Nesse processo, muitas crenças que permeavam as instituições sociais foram repensadas.  Com o campo educacional não foi diferente, pois se percebeu que a aprendizagem envolve não só aspectos cognitivos, mas emocionais e sociais. Assim, percebeu-se também a necessidade de investir no desenvolvimento de habilidades como selecionar e processar informações, tomar decisões, trabalhar em equipe, resolver problemas e lidar com as emoções (Abed, 2014).


As habilidades socioemocionais são conhecimentos, atitudes e habilidades necessária para manejar as emoções, planejar e alcançar objetivos,  sentir e demonstrar empatia pelos outro, estabelecer e manter relacionamentos positivos e fazer decisões responsáveis.(Casel,2015)

 Muitos comportamentos de risco como uso de drogas, violência, bullying e evasão escolar podem ser prevenidos ou reduzidos quando são desenvolvidas as habilidades socioemocionais. A boa notícia é que essas habilidades podem ser desenvolvidas. Atualmente, há alguns programas estruturados que visam desenvolvê-las em escolares e através de uma educação familiar que forneça apoio e suporte emocional (Casel, 2015). 

Um desses programas é o FRIENDS (http://entrepsi.blogspot.com.br/2015/04/o-que-e-o-metodo-friends.html), que eu acredito muito e por isso, trabalho com esse método. Bons psicólogos cognitivos comportamentais podem ajudar nesse processo ao utilizar o treino das habilidades sociais. Essa prática pode ajudar nos estudos, no trabalho e na vida de uma maneira geral.






Quantas vezes você inspirou e expirou hoje? Dá para contar? Isso é praticamente impossível, já que a respiração tem um caráter involuntário boa parte do tempo. Em virtude disso, a maioria das pessoas não se dão conta do modo como respiram. Assim, acabam respirando de maneira errada. Os erros mais comuns são :

* Inspirar pela boca:Quando respiramos pela boca é comum surgirem problemas dentais, dores de cabeça, prejuízo na concentração e fadiga.  O correto é inspirar pelo nariz, pois assim o ar é filtrado e distribuído de modo adequado pelo corpo. 

* Respiração acelerada e curta ( hiperventilação): Quando hiperventilamos, as trocas gasosas acontecem de forma descompensada, prejudicando a oxigenação do cérebro e do organismo como um todo. Assim, é possível que "mensagens de perigo" sejam enviadas e todo um sistema de defesa seja ativado. Nesses casos, é comum acelerar o batimento cardíaco e as pupilas dilataram, por exemplo. 

Para evitar esses problemas, o ideal é inspirar pelo nariz, lenta e profundamente e expirar pela boca também lentamente. Ao mudar esse hábito, podem ser percebidas melhoras na saúde de modo geral, pois seu cérebro passará  a receber mensagens de que está tudo bem. Assim, é mais fácil também praticar a autorregulação das emoções em situações de estresse e ansiedade.

Não perca o fôlego, "exercite-se" respirando corretamente!